Engravidamos quando queremos?

A verdade é que na vida, há coisas que estão fora do nosso controlo e que
acontecem quando efetivamente têm de acontecer

     Eu, posso-me caracterizar como sendo uma pessoa extremamente organizada e que gosta de controlar. Que gosta de estar no comando de todas as situações, apesar de ter a consciência que existem domínios da nossa vida que não controlamos. No entanto, esta questão da gravidez era mais uma que estava na minha cabeça desde sempre. Sempre tive como uma das minhas aspirações formar uma família e sentimos que esse momento tinha chegado. Tomamos a decisão em conjunto e começamos por fazer tudo o que estava ao nosso alcance para que tudo se proporcionasse.

     Sempre fui daquelas que mesmo antes da história acontecer, já a vivi milhões de vezes na minha cabeça, com outros milhões de desfechos diferentes. É assim que costumo preparar-me para o melhor e o pior, mas estava seriamente confiante que este seria apenas uma questão de tempo e adaptação do nosso corpo. Acreditava que se fizesse tudo, desde controlar a temperatura corporal,calcular ciclos mentruais minuciosamente e fizesse amor que não havia como falhar. (Atenção, que este rastreamento dos ciclos é fundamental para nos consciencializarmos do nosso corpo, apenas não funcionou comigo porque me foquei demasiado nisso).

     A verdade é que na vida, há coisas que estão fora do nosso controlo e que acontecem quando efetivamente têm de acontecer. Não somos nós que escolhemos o nosso filho, é ele que nos escolhe. E escolhe quando estamos preparados, não só física, mas mentalmente e emocionalmente. (Percebi isso muito tempo depois e várias desilusões depois.)

     Este nosso processo demorou uns longos 11 meses e eu, como ansiosa que sou, começava a acreditar que tinha algum problema de saúde que estivesse a dificultar para as coisas não se estarem a proporcionar.

     Quando quase atirei a toalha ao chão e decidi abandonar calcular tudo ao mais ínfimo pormenor e marquei uma consulta com um obstetra para entender o que se estava a passar comigo, tudo fluiu e as coisas aconteceram. Não foi preciso chegar o momento da consulta, não foi preciso fazer nenhum tipo de exames nem tratamentos. Apenas foi necessário eu colocar este processo nas mãos de outra pessoa e relaxar.Nesse momento, essa alma que nos escolheu, acreditou que eu estaria preparada!

     No dia 08 de fevereiro fizemos o teste de gravidez e voilá! Cá estavas tu já há mais ou menos 6 semanas, para nosso grande espanto e admiração. E continuei com a consulta com o tal obstetra, mas não foi para falar de fertilidade, mas sim para te ver pela primeira vez. A primeira e única ecografia que o pai assistiu. Mal nós sabíamos…

     Nada acontece por acaso!

     R.

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